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Após 10 anos, o Governo Federal retoma o Programa Pró-Equipamentos

  • 27 de nov. de 2024
  • 2 min de leitura

Após dez anos paralisado, o Programa Pró-Equipamentos é reativado pela CAPES, que investirá pelo menos R$ 74 milhões ainda em 2024. A portaria de concessão foi publicada nesta sexta-feira, 22 de novembro. O objetivo é fortalecer a infraestrutura de pesquisa científica e tecnológica e a formação de mestres e doutores em áreas estratégicas para ampliar a competitividade do Brasil no cenário mundial. Criado em 2007, o programa teve nove edições até 2013, quando foi interrompido.


Serão atendidos 4.218 programas de pós-graduação stricto sensu de 219 institutos de pesquisa e instituições de ensino superior públicas, comunitárias e privadas sem fins lucrativos, em todas as áreas do conhecimento. A CAPES informará em breve os valores de concessão de cada IES e o prazo de submissão das propostas


“Esse investimento é um marco do compromisso do governo com a ciência, tecnologia e inovação no País e com a redução das assimetrias regionais, garantindo a inclusão de toda a comunidade acadêmica no desenvolvimento científico”, ressaltou a presidente da CAPES, Denise Pires de Carvalho. Na sua avaliação, o Pró-Equipamentos também terá um efeito multiplicador na economia local e nacional. “Além da formação de pessoal qualificado e da geração de empregos tem muito potencial para atrair novos investimentos”, reforça.


A distribuição dos recursos será realizada de forma equitativa de acordo com a localização e o número de programas de pós-graduação ativos nas instituições. Esse critério de alocação prioriza instituições situadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que receberão 46% dos recursos, com o objetivo de reduzir desigualdades regionais e fortalecer a infraestrutura de pesquisa em áreas historicamente menos atendidas, além de incluir de maneira especial o Rio Grande do Sul, como atenuante às enchentes enfrentadas pelo estado.


Para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste poderão participar as instituições que tenham, no mínimo, dois programas de pós-graduação em funcionamento. Para o Sul e Sudeste, os interessados devem ter quatro ou mais programas. No caso dos institutos federais e instituições do Rio Grande do Sul, são elegíveis aquelas com pelo menos um programa.


O diretor da CAPES de Programas e Bolsas no País, Luiz Pessan, destaca, também, o tratamento especial ao Rio Grande do Sul. “Esse reforço na infraestrutura de pesquisa no estado é uma resposta concreta do governo para fortalecer a resiliência local e promover o desenvolvimento científico e tecnológico mesmo diante dos desafios trazidos pelas catástrofes naturais”, afirma.


O programa incentiva o uso compartilhado dos equipamentos tecnológicos de ponta por meio de desenvolvimento de projetos em colaboração entre os cursos da própria universidade ou com as instituições próximas. “Queremos aumentar a produção científica e tornar o ambiente de pesquisa mais inclusivo e cooperativo”, enfatiza Luiz Pessan.


Com o Pró-Equipamentos, é esperada a ampliação da produção de patentes e novas tecnologias, o que coloca o Brasil em posição de destaque em conhecimento e inovação.


A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) é um órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC).


Foto: Divulgação

Fonte: Redação CGCOM/CAPES.

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