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Ataque israelense a hospital em Gaza deixa 20 mortos, incluindo jornalistas

  • 25 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

MUNDO – Um ataque aéreo israelense contra o Hospital Nasser, em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, deixou ao menos 20 mortos nesta segunda-feira (25). Entre as vítimas estão cinco jornalistas, além de profissionais de saúde, pacientes e integrantes da defesa civil palestina. Imagens divulgadas por veículos internacionais mostram o momento da explosão atingindo a escadaria da unidade, onde repórteres e equipes de resgate estavam reunidos.


Mídia sob ataque


Os jornalistas mortos foram identificados como Hussam al-Masri (Reuters), Mariam Abu Dagga (Associated Press), Mohammed Salam (Al Jazeera), Moaz Abu Taha e Ahmad Abu Aziz. As agências lamentaram as perdas e pediram garantias de segurança para profissionais que atuam na cobertura da guerra. Segundo o Comitê para a Proteção dos Jornalistas, já são quase 200 repórteres mortos desde outubro de 2023, tornando este um dos conflitos mais letais para a profissão.


Reação internacional


O governo de Israel classificou o ataque como uma “tragédia” e informou que abriu investigação para apurar as circunstâncias do episódio. As Forças de Defesa afirmaram que o alvo seria um dispositivo de vigilância do Hamas instalado no hospital, e não civis ou jornalistas. A justificativa, no entanto, não conteve a repercussão internacional. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou o episódio de “inaceitável”. França, Reino Unido e ONU também se manifestaram em condenação, cobrando apuração independente.


Colapso hospitalar


O ataque agrava o colapso do sistema de saúde de Gaza, já sobrecarregado por quase dois anos de bombardeios e bloqueios. Hospitais enfrentam falta de insumos, combustíveis e equipes, além de superlotação por causa do deslocamento em massa da população civil. Profissionais de saúde alertam que a destruição de mais uma unidade hospitalar compromete ainda mais a assistência básica em meio à guerra.


Importância do Hospital Nasser


O Nasser não era o único hospital em funcionamento em Gaza, mas era o maior do sul do território e referência para atendimentos de média e alta complexidade. Outras unidades, como o Al-Shifa (na Cidade de Gaza), o Hospital Indonésio (em Beit Lahia) e o Hospital Europeu de Gaza (em Rafah), também operam sob severas restrições, com áreas destruídas e capacidade reduzida. A perda parcial da estrutura do Nasser representa um golpe ainda mais duro para a rede de saúde local, já em situação de colapso.


Foto: AFP

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